Texto para os itens de 1 a 14.
No âmbito dos conselhos profissionais, a linguagem utilizada nos atos administrativos ultrapassa a mera função informativa, assumindo papel estratégico na consolidação da legitimidade institucional. A escolha lexical, a organização sintática e o encadeamento lógico das ideias revelam não apenas domínio da norma-padrão, mas também compromisso com a clareza, a impessoalidade e a precisão exigidas na administração pública.
Nesse contexto, desvios gramaticais, ambiguidades sintáticas ou inadequações semânticas não se restringem ao plano formal do texto: afetam diretamente sua interpretação, comprometem a segurança jurídica dos atos e fragilizam a comunicação entre a instituição e a sociedade. Assim, a competência leitora e escritora do servidor público envolve reconhecer sutilezas linguísticas, interpretar implícitos discursivos e avaliar criticamente os efeitos de sentido produzidos pelo texto.
Dessa forma, o domínio avançado da língua portuguesa configura-se como instrumento indispensável à eficiência administrativa, à transparência e ao fortalecimento da credibilidade dos conselhos profissionais.
BRASIL. Manual de Redação da Presidência da República.
Brasília: Presidência da República, 2018 (com adaptações).
Quanto aos sentidos explícitos e implícitos do texto, bem como à organização argumentativa, à tese defendida e à tipologia textual predominante, julgue os itens a seguir.
O trecho “ultrapassa a mera função informativa” pressupõe que a linguagem administrativa se limita, em regra, à informação objetiva.