Leia o texto.
“Cemitério desativado a 250 metros”, diz um cartaz colado por ativistas na parede de uma rua no Bairro de Nazaré, em Salvador. [...]
Foi por ali que funcionou por aproximadamente 150 anos o cemitério do Campo da Pólvora, o primeiro cemitério público de Salvador.
O local era destino de excluídos da sociedade, principalmente pessoas escravizadas, africanos de diversas etnias e seus descendentes, mas também pobres, indigentes, indígenas, encarcerados, suicidas, insurgentes e condenados à morte.
Estima-se que ao menos 100 mil pessoas tenham sido enterradas no Campo da Pólvora. Dentre elas, personagens históricos, como lideranças da Revolta dos Búzios (1798 a 1799) pela independência da Bahia e fim da escravidão, e da Revolta dos Malês (1835), encabeçada por escravizados, principalmente de origem muçulmana, pela liberdade religiosa e o fim da escravidão. [...]
Cento e oitenta anos após a desativação do cemitério, o professor de direito da Faculdade de Direito Samuel Vida, e um grupo de arqueólogos decidiram exumar essa história.
Essa notícia trata da importância das diferentes formas de registros históricos para a produção da história enquanto saber científico e escolar.
A partir do texto, é correto afirmar que