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4167100 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: ECONRIO
Orgão: UNIFESO
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Texto 1

Liberdade ou solidão?

A pergunta clássica aparece sempre que um outro é visto fora do bando, presumivelmente deslocado, hipoteticamente rejeitado. Vê-se aquilo com espanto e registra-se em uma foto mais tarde compartilhada na internet. A foto viraliza e seu personagem recebe palmas e condolências. Era simplesmente um homem comendo sozinho, ou bebendo sozinho, ou simplesmente… sozinho.

Ao se depararem sozinhos, muitos querem desesperadamente encontrar o lado positivo disso e agarrá-lo – como se esse sentimento fosse a rocha que o impedisse de cair na solidão do seu vazio. É preferível ver o fenômeno de estar só sob a ótica da liberdade: ser dono de si e do próprio destino, forte, independente dos outros, desapegado e autossuficiente. Saber estar sozinho e aproveitar-se da própria companhia. Sentir a solidão, entretanto, pressupõe a passividade da derrota social, a fraqueza, o encontro literal e simbólico com as ausências e ninguém parece preparado para assumir essa posição, uma vez que preferem se ver libertos dessa angústia.

Ora, não há liberdade sem solidão, assim como não há solidão sem liberdade. Não se pode ter um ou outro: tem-se ambos, atrelados por sua própria natureza e não opostos. Busca-se tanto o autoconhecimento para alcançar a autossuficiência da liberdade, mas é só no encontro consigo proporcionado pela solidão que se pode encontrá-lo. Antes de ganhar a liberdade é preciso visitar a solidão. E, a partir daí, elas não andam separadas. Chegar e sentar-se na poltrona à meia luz, abrir sua bebida favorita, colocar um som que você gosta sem dar satisfação a ninguém é liberdade… e é também solidão e isso não é ruim – ou pelo menos não deveria ser.

Como liberdade e solidão, as pessoas têm tanto defeitos quanto virtudes e assim é com as pessoas que amamos. Podemos, porém, aceitá-las em sua totalidade, reconhecendo os dois lados. Por que não aceitar a totalidade dos sentimentos que vêm meio bons e meio ruins? E de contextos que sejam bons e ruins como é o de estar só? O cuidado de si está na liberdade solitária de reconhecer essa condição, na qual se pode ser consigo mesmo quem verdadeiramente se é. A escolha é livre e solitária e você escolhe o quê: potencialidade ou negação?

Disponível em: https://vemconversar.com.br/liberdade-ou-solidao/. Acesso em: 18 ago. 2025. (Adaptado).

Sobre os sentimentos destacados no título, o texto defende que:

 

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