O texto seguinte servirá de base para responder à
questão.
É evidente que aqui se trata de casos verdadeiramente
extremos; na verdade, muitas vezes um grupo prepara
uma peça de fórum em que a situação é apresentada de
tal forma que em tal grau de desenvolvimento que as
ações optativas são muito poucas ou nenhuma, e já não
se pode fazer mais nada. E quando isso acontece, o efeito que tal modelo produz é sempre negativo. [...]
Nesses casos, creio, deve-se voltar atrás no enredo da
história e tentar verificar em que momento ainda podia
ter optado por outras soluções, em vez de permitir que a
história avançasse para o final agressivo.
BOAL, Augusto. Jogos para atores e não atores. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 1998. (Cap. IV − Vinte temas fundamentais, p.
320−321.)