Leia o poema “Batalhas”, de Sérgio Vaz, que pertence à literatura periférica.
Na luta diária pela felicidade
que nunca vem,
a ferrugem do cotidiano
adormece nossa navalha.
Para quem ainda não sabe,
em manhãs cinzas
e nas noites sem estrelas,
dentro dos ônibus,
pendurado nos trens
ou doze horas em cima de uma moto
(onde nunca é feriado),
também se travam
grandes batalhas.
No poema, o eu lírico faz referência à