Jacques Lacan conferiu um lugar decisivo à dimensão do tempo no manejo clínico, introduzindo um artifício técnico que era polêmico na época que foi criado, a saber, a sessão do tempo variável. A duração das sessões não seria mais pautada por um intervalo de tempo fixo e sim, pelas intervenções do analista no sentido do corte no discurso do analisando.
O ato analítico seria, portanto, impelido pela asserção da certeza antecipada, cujo corte permite dar acesso à verdade inconsciente do sujeito.
Para Lacan, trata-se do tempo