A clássica controvérsia entre uma abordagem sistemático-problemática e uma histórico-genérica no currículo de filosofia ainda não está resolvida. A primeira corre o risco de apresentar os problemas de forma descontextualizada e anacrônica. A segunda, de se perder na sucessão de autores sem alcançar a competência de pensar os problemas por si mesmo. A solução não está em um compromisso vago, mas na ‘historicização sistemática’: um tópico problemático (ex.: o conceito de justiça) é aberto, e então são examinadas posições históricas fundamentais (ex.: Platão, Rawls) como respostas modelares a esse problema. O aluno deve compreender tanto a lógica interna do problema quanto a especificidade histórica de cada resposta.
STEENBLOCK, V. Philosophische Bildung. In: Handbuch Philosophie und Ethik. Bd. 1: Didaktik und Methodik. Paderborn: Schöningh, 2014. p. 203–207.
Com base no texto e nos seus conhecimentos sobre ensino de filosofia, pode-se CORRETAMENTE concluir que: