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Leia o texto para responder à questão abaixo.

Vá ao cinema para entender economia

Ainda é controversa a tese de que o cinema seria capaz de antecipar tendências ou organizar psicologia coletiva em histórias de ficção bem amarradas. Mas, se considerarmos que ao menos existem pistas nos filmes, os que ganharam o coração do público e o respeito da crítica em 2019 indicam que as discussões sobre a economia tendem a ir muito além de dados oficiais como PIB, IPCA e índices de bolsas.

Ninguém nega que lateja uma insatisfação, já que reações pipocam pelo mundo, cada qual com seu estopim. Chilenos, equatorianos e franceses vão às ruas por discordarem de medidas adotadas pelos governos. A safra de filmes mais comentados no ano sugere que haveria um elo entre tantos atos dispersos. Coringa (EUA), Bacurau (Brasil), Parasita (Coreia do Sul) retratam um crescente e tenso distanciamento entre a imensa parcela da população e as instituições que deveriam representá-la. De fato, o Estado, os partidos, os empresários bem-sucedidos e até a mídia habitam uma bolha.

O grupo de esquecidos fica à margem, em resignado silêncio, submetido a provações financeiras. Coringa é o perturbado palhaço com boas intenções na recessão de Gotham City. Em Bacurau, um caminhão leva água ao cangaço de uma Bacurau empobrecida. Em Parasita, os desempregados na deslumbrante Coreia do Sul forjam currículos em busca de trabalho que lhes dê um lugar ao sol nas engrenagens do capitalismo. Tudo seguiria seu curso não fosse uma inesperada fagulha que os obrigasse a reagir – não raro com extrema violência. O recado que o cinema está dando é que o mundo continuará concentrando renda e criando conglomerados privados, em um ambiente de baixo crescimento, redução de oferta de vagas e restrição de amparo estatal. Quem cuida do dinheiro destinado à política pública precisa entender que há um limite para o sacrifício das classes médias – e que podemos estar muito perto desse limite.

(Revista da Folha, 15.12.2019. Adaptado)

Nas frases –

Mas, se considerarmos que ao menos existem pistas nos filmes...

As políticas públicas precisam entender que limites para o sacrifício das classes médias.

Se os governos tivessem dado atenção aos desempregados, eles não ficariam marginalizados.

– os verbos em destaque estão, correta e respectivamente substituídos, de acordo com a norma-padrão da concordância, por:

 

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