I. O autor defende que o crescimento econômico, por si só, é condição suficiente para enfrentar, combater e reduzir o pauperismo e as desigualdades sociais, desde que associado a políticas macroeconômicas de estabilização.
II. Netto argumenta que a “questão social” na contemporaneidade apresenta novas expressões, mas não se pode falar em uma “nova” questão social, pois a “velha” questão social, conotada com o pauperismo, não foi equacionada e, menos ainda, resolvida.
III. Para o autor, as políticas neoliberais de enfrentamento da pobreza caracterizam-se por ações universalizantes, articuladas coerentemente com outras políticas sociais (trabalho, emprego, saúde, educação e previdência), tendo o Estado como principal responsável pela sua execução.
IV. Netto situa as experiências de Welfare State como uma excepcionalidade histórica do capitalismo, possível apenas em condições muito particulares, como longo crescimento econômico, forte organização operária e o temor das burguesias ao avanço do socialismo.
V. O autor compreende que os desafios profissionais do Serviço Social na atualidade situam-se prioritariamente no âmbito das técnicas e procedimentos interventivos, sendo a renovação do instrumental técnico-operativo a condição fundamental para o enfrentamento qualificado das expressões da “questão social”.