Nas condições prevalecentes nas primeiras décadas do século XXI, houve uma mudança na centralidade da velha Indústria Cultural para aquela da economia da internet comandada pelas empresas proprietárias das grandes plataformas digitais. Isso ocorre devido a uma massificação que se aprofunda, ao mesmo tempo em que a fragmentação alcança o limite colocado pela publicidade e pela propaganda, já que elas têm a capacidade de atingir diretamente o indivíduo, que se refugia em bolhas. Nesse lugar, ele é mais facilmente atingido pelos sofisticados mecanismos de controle e manipulação, concentrados em torno de um oligopólio global que, até aqui, funciona de forma descontrolada, violando princípios fundamentais do próprio direito, como a liberdade de expressão ou o direito à comunicação, em meio a uma profusão alucinante de informações.
Com base nesse texto e considerando o processo de homogeneização e integração cultural na globalização, conclui-se que as plataformas digitais