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Os escorpiões estão “tomando conta” das grandes cidades brasileiras, advertiram os pesquisadores em um artigo científico publicado recentemente na revista “Frontiers in Public Health”. Ele informa que mais de 1,1 milhão de picadas foram registradas entre 2014 e 2023, de acordo com dados do Ministério da Saúde do Brasil, o que significa um aumento de 155% nos relatos de picadas de 2014 a 2023. A rápida urbanização e as mudanças climáticas estão provocando um aumento no número de aparecimento de escorpiões em grandes centros urbanos em geral e, consequentemente, o perigo de picadas desse aracnídeo muitas vezes venenoso.
O envenenamento por picada de escorpião (escorpionismo) é um problema global atual, afetando várias regiões do mundo, incluindo a África, o Oriente Médio, o sul da Índia e América Latina. Nas Américas, o Brasil, o Paraguai, a Bolívia, o México, as Guianas e a Venezuela testemunharam um aumento alarmante do escorpionismo nas últimas décadas, evoluindo para uma crise de saúde pública significativa”, diz o artigo.
Estudos em animais mostram evidências do envolvimento de mediadores da inflamação, como interleucina-1 beta, prostaglandina-2, e muitos outros, por meio de uma reação neuroimune sistêmica, que seria responsável tanto pelo envolvimento do coração quanto do pulmão, sendo causador do edema agudo (Reis et al., 2020).
Após intervalo de minutos até poucas horas podem surgir, principalmente em crianças, os seguintes sintomas: sudorese profusa, agitação psicomotora, tremores, náuseas, vômitos, sialorréia, hipertensão ou hipotensão arterial, arritmia cardíaca, insuficiência cardíaca congestiva, edema pulmonar agudo e choque. A presença dessas manifestações indica a suspeita do diagnóstico de escorpionismo, mesmo na ausência de história de picada ou de identificação do animal. Apesar de a intensidade das manifestações clínicas depender da quantidade de peçonha inoculada, os adultos apresentam quadro local benigno, enquanto crianças constituem o grupo mais suscetível ao envenenamento sistêmico grave.
Entre a espécies listadas a seguir, assinale a que apresenta maior risco de complicações sistêmicas e óbitos de acordo com o Ministério da Saúde.
 

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