Educação política passará a integrar currículo
escolar
Uma nova lei publicada nesta terça-feira (14) no Diário
Oficial da União inclui a educação política e direitos da
cidadania como componentes curriculares obrigatórios
na educação básica. As normas alteram a LDB (Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e também
criam a Semana Nacional da Ética e da Cidadania.
Com isso, os estudantes passarão a ter acesso a
conteúdos voltados à compreensão da organização da
sociedade, do exercício da cidadania e da participação
democrática.
De acordo com Daniel Cara, professor da Faculdade de
Educação da USP (Universidade de São Paulo), a
medida cumpre um papel importante dentro das escolas.
"O valor pedagógico desse debate é tanto ensinar para o
exercício da cidadania quanto a preparação para a vida.
Estimular a participação política rumo a um país
desenvolvido, próspero economicamente, justo
socialmente e sustentável em termos ambientais", afirma
o especialista.
Segundo o educador, debater educação política nas
salas de aula é "essencial". No entanto, já deveria ser
uma pauta implementada nas disciplinas de Filosofia e
Sociologia. "A questão é que a Reforma do Ensino Médio
desconstruiu toda a área de Ciências Humanas e deixou
a LDB caótica", explica Daniel Cara.
"A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) é falha,
propositalmente, na questão da educação política.
Deveria ser um tema aprofundado em Sociologia e
Filosofia, além de ser abordado em História e Geografia.
O melhor caminho, portanto, seria uma revisão da LDB,
que é falha em quase todas as áreas e já deveria ser
revista", defende o educador.
Apesar de a medida ser destinada ao ensino básico, é
possível que a implementação do debate se restrinja ao
período do Ensino Médio. No entanto, Daniel Cara
defende que a temática seja abordada após o 8º ano do
Ensino Fundamental.
"O estudo da realidade social e política deveria ser
abordado no Ensino Médio, de modo objetivo, dentro do
currículo de Filosofia e Sociologia, que idealmente
deveriam começar no 8.º ano do Ensino Fundamental",
diz o especialista
Por vezes, estimular o pensamento crítico dentro das
salas de aula reverbera de forma negativa. Apesar de
estes componentes curriculares carregarem um papel
social de desenvolvimento para os jovens estudantes,
medidas como essa podem ser associadas a uma
determinada formação ideológica dentro das escolas.
No entanto, Daniel Cara reforça que, para que isso não ocorra, é preciso valorizar as disciplinas que formam
docentes para estimular debates políticos de forma
educativa.
"Certamente há esse risco, por isso, deveria estar sob a
égide da sociologia e da filosofia, que possuem a
estruturação de um curso de licenciatura que forma os
professores para não doutrinarem", explica o educador.
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/pne-o-que-muda-com-a-aprova
cao-do-projeto-de-educacao/?utm_source=csa-cdm&utm_content=articl
e
O emprego do hífen em palavras compostas, como terça-feira', segue regras específicas. Com base no uso desse sinal, analise as afirmativas a seguir:
I.Os adjetivos gentílicos derivados de nomes geográficos compostos são hifenizados, estejam ou não ligados por elemento de ligação, como em 'belo-horizontino' e 'mato-grossense-do-sul'.
II.As locuções substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas e conjuncionais são grafadas sem hífen, salvo algumas exceções consagradas pelo uso, como é o caso de 'cor-de-rosa' e 'café-com-leite'.
III.Emprega-se o hífen em formações com prefixos quando o primeiro elemento termina por vogal e o segundo se inicia por 'h', como em 'anti-higiênico' e 'semi-histórico', sendo que, em determinados casos, admite-se o uso de duas formas gráficas quando não há perda do som da vogal final do primeiro elemento, como em 'carbo-hidrato' e 'carboidrato'.
IV.Os compostos que designam espécies botânicas e zoológicas, estando ou não ligados por preposição ou qualquer outro elemento, são grafados com hífen, como 'erva-do-chá' e 'bem-te-vi'.
Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas.