( ) A institucionalização do Serviço Social no Brasil ocorreu prioritariamente pela via da iniciativa privada empresarial, que demandava profissionais para atuar nas relações trabalhistas dentro das fábricas, sendo o Estado um empregador tardio e secundário.
( ) Os autores demonstram que o Serviço Social se institucionalizou no Brasil a partir da década de 1930, articulado ao processo de expansão das grandes instituições assistenciais estatais e paraestatais, que passaram a requisitar o trabalho de assistentes sociais como parte das estratégias de controle social e legitimação do Estado frente à “questão social”.
( ) Segundo Iamamoto e Carvalho, a Igreja Católica foi a única responsável pela institucionalização do Serviço Social no Brasil, tendo o Estado e o empresariado assumido papel secundário apenas a partir dos anos 1960.
( ) Para os autores, a institucionalização do Serviço Social no Brasil ocorreu tardiamente, apenas após o golpe militar de 1964, quando o Estado passou a criar políticas sociais universalizantes que demandavam a presença de assistentes sociais.
( ) Iamamoto e Carvalho defendem que a institucionalização do Serviço Social no Brasil seguiu o mesmo padrão dos países centrais, com a criação imediata de um amplo mercado de trabalho estatal já na década de 1920, vinculado às primeiras leis trabalhistas.