Leia o texto a seguir.
“A importância da concepção monástica do trabalho – o trabalho como penitência redentora – favorece, desse modo, a extraordinária ‘invenção do tempo’ que marca o Ocidente medieval. O tempo cotidiano se mede daí em diante de maneira abstrata, em primeiro lugar com o emprego do tempo das horas monásticas marcado pelos relógios, invenção dos séculos VI e VII, depois, no quadro urbano, com o relógio mecânico indicador das horas iguais e mensuráveis, surgido no final do século XII. Mudou a natureza do tempo, transformado em espaço horário que se dispõe e se organiza.”
Esse comentário do historiador Jacques Le Goff revela que