A chegada da família real portuguesa ao Brasil, em
1808, constituiu um dos acontecimentos mais decisivos
da história política e cultural do país, alterando
profundamente sua estrutura administrativa, econômica e
simbólica. Mais do que uma simples transferência da
corte, tratou-se de uma operação geopolítica sem
precedentes: pela primeira vez na história moderna, uma
monarquia europeia transferia sua sede para uma
colônia ultramarina. A chegada da família real produziu
impactos urbanísticos e sociais de grande magnitude. O
Rio de Janeiro, cidade de traçado colonial e
infraestrutura precária, precisou adaptar-se à presença
de uma corte de milhares de pessoas. Residências foram
requisitadas compulsoriamente para abrigar fidalgos e
funcionários, processo conhecido CORRETAMENTE
como: