O texto a seguir reúne fragmentos de uma crônica. Leia-o para responder à questão.
Fila de autógrafos. Qual o seu nome? Stephany. É como eu escreveria, mas pode ser Stefane, Stefany, Esttephani, assim como Tatiane pode ser Tathyane, Tatheani, Tathianne e Nícolas pode ser Nichollas, Níquolas, Nikollas. Fazer o quê? Chutar? Não é a solução mais simpática, melhor pedir gentilmente para que o leitor soletre. Está aí a explicação para as sessões de autógrafos se arrastarem por horas quando não há o papelzinho com o nome do leitor dentro do livro. E você achando que era por causa da popularidade do autor.
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O nome é parte fundamental da nossa identidade, a primeira informação que recebemos sobre nós mesmos e a primeira que fornecemos a estranhos, a fim de sermos introduzidos ao fabuloso mundo da socialização. Hoje somos oito bilhões no planeta e não há nomes exclusivos para todos, somos obrigados a compartilhar nossa marca pessoal com outros tantos. Por isso, entendo que papi e mami nos registrem com algum detalhe “charmoso” para nos diferenciar – o diabo é que só complicam. Poucas pessoas conseguem dizer seu nome sem adicionar a observação: Elizza com dois z. Thalles com h e dois l. Walkyrya com w, k e dois y. Não é preciosismo, são os detalhes tão pequenos de nós todos. No meu caso, “Martha com th” virou praticamente nome composto.
Podemos afirmar que a crônica apresenta