Leia o excerto e responda a questão abaixo:
Entre nós, as concepções mais fortes reduzem a linguagem ora a um conjunto de regras (a uma gramática); ora a um monumento (a um conjunto de expressões ditas corretas); ora a um instrumento (a uma ferramenta bem-acabada). Observe-se que todas essas concepções entendem a linguagem como uma realidade em si (uma gramática, um monumento, um instrumento) da qual restam excluídos os falantes, a dinâmica das relações sociais, os movimentos da história.
Nosso desafio inicial será, portanto, romper com essa reificação da linguagem e essa alienação dos falantes. E essa ruptura só será possível e produtiva, se resgatarmos a linguagem não como uma coisa externa aos falantes, mas como um conjunto aberto de atividades sociointeracionais.
No ensino de língua portuguesa, romper com a reificação da linguagem e a alienação dos falantes, concebendo a linguagem como atividade interacional, significa tratar leitura, escrita e fala como