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Foi em Lisboa — não me lembro quem nem onde terá sido —, mas alguém questionou-me sobre o motivo do meu interesse pela escrita, o motivo de escolher a escrita como profissão. A minha resposta: Quando aqui cheguei, na segunda metade dos anos 1990, o choque cultural não foi significativo. Trazia comigo a vantagem da língua e da similaridade de valores culturais e religiosos. Tirando uma ou outra característica comportamental, não havia muito a assinalar que pudesse alimentar um conflito cultural entre nós, africanos, e eles, os brancos, nativos. O único problema residia na pele: quanto mais escura, maiores as dificuldades de integração. A cor tornava palpável a pressão sociocultural sob a qual viviam os pretos, nas periferias dos grandes centros urbanos, entre dois mundos: a África umbilical, da saudade, do sonho e do orgulho de pertença, e Portugal, da adoção, da esperança, do desconhecido e da necessidade.
O trecho “alguém questionou-me sobre o motivo do meu interesse pela escrita, o motivo de escolher a escrita como profissão.” está reescrito conforme a norma-padrão, estabelecendo coesão adequada em: