Para responder a questão, leia o trecho de um texto do rapper Rashid.
Em algum momento na história, instaurou-se no imaginário popular a ideia de que a inspiração é algo mágico. Mágico e exclusivo dos artistas. Eu discordo.
É muito sedutora a possibilidade de parecer um super-herói, que tem como superpoder o dom de trazer grandiosos pensamentos do mundo das ideias e transformá-los em letras de música, que ainda por cima rimam em todos os finais de frases. Que baita herói eu seria...
Mas logo no início da minha caminhada artística, entendi duas coisas que se tornaram verdades que carrego comigo até hoje. A primeira é que
Como assim? Eu vivo de expressar meus pensamentos e opiniões sobre os acontecimentos, por livre e espontânea vontade. Pelo menos no começo, ninguém me perguntou o que eu achava das coisas para que eu saísse por aí dizendo o que penso. Eu sinto um impulso e escrevo, mas toda vez que vou trazer uma questão à tona, preciso entender que eu estou introduzindo um assunto novo nessa conversa e isso deve ser feito de uma forma sensível e sensata. Mesmo que a intenção seja chocar, o texto precisa ter um corpo para que aquilo seja um argumento.
A passagem do 3º parágrafo “sou um operário da minha arte” apresenta linguagem