Joaquim Norberto e Lúcio dos Santos […] embora divergentes em suas interpretações quanto aos papéis dos agentes, intensidade e objetivos do movimento, inauguraram o exame do tema preservando um tipo de construção narrativa baseada nos procedimentos instituídos no processo judicial. Prisioneiros dessa lógica, procuraram estabelecer os antecedentes (contexto do crime); a prioridade na ideia (principal culpado); a conspiração (planos e ações imediatas); o programa de ação e natureza da transformação (natureza do crime); os agentes (cúmplices); a traição (denúncia e indiciamento) e a repressão (prisão, inquérito e condenação).
(João Pinto Furtado, Imaginando a nação: o ensino de história da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (orgs), Inaugurando a História e construindo a nação; discursos e imagens no ensino de História)
Para João Pinto Furtado, a adoção de tal sistema interpretativo