Um homem marroquino de 26 anos de idade sem qualquer história médica relevante foi trazido à unidade de emergência por sua família com queixa de dor escrotal e sangramento do pênis. Explicou que mutilou seu próprio pênis a fim de proteger-se de conspirações. Apresentava alucinações visuais e auditivas, discurso permeado por marcante religiosidade e encontrava-se agressivo. O exame clínico revelou uma ferida na superfície de seu pênis com transecção completa da veia dorsal do pênis. O paciente então foi levado para a sala de cirurgia para a exploração da ferida, sendo a veia dorsal ligada e uma ferida de 1,5 centímetros da túnica albugínea reparada por uma sutura absorvível. Figura abaixo.

Fonte: Kharbach, Y et al, 2014
Um dia após a hospitalização, os familiares encaminharam o paciente de novo ao pronto-atendimento, dessa vez com quadro de contratura muscular de pescoço, língua, face e costas. O exame físico apresentava sudorese profusa, pressão arterial de 90 x 60mmHg, frequência cardíaca de 105 bpm, frequência respiratória de 22 irpm, dextro de 115, temperatura de 36,1 oC. Pelo relato, estava há 1 hora com essa sintomatologia, que teve início 2 horas após o café da manhã e tomada da medicação prescrita, no caso risperidona 1 mg 12/12h. O paciente estava impedido de fazer contato verbal e estava evidentemente angustiado com os sintomas. Qual o diagnóstico mais provável e a melhor conduta do caso?