Há momentos na vida de um país em que pequenos ajustes não são suficientes para evitar o pior. Hoje, no Brasil, o risco é que o descrédito do sistema político se transforma em descrença na democracia liberal e provoque a abertura da caixa de Pandora onde estão vivas as ideologias e “soluções” antidemocráticas e iliberais, aliás, novamente em ascensão no mundo.
Para evitar esse desvio desastroso na difícil, mas, apesar de tudo, bem-sucedida história recente de afirmação dos valores liberais democráticos no Brasil, é preciso apostar na revalorização da democracia.
Reduzir os custos de campanhas é importante para democratizar o acesso à carreira política, facilitando o ingresso de lideranças da sociedade civil, e para reduzir a dependência dos eventuais eleitos em relação a grupos de interesse com capacidade diferenciada de mobilização de recursos financeiros. Se queremos renovação com qualidade no congresso, é preciso reduzir estruturalmente os custos de campanhas para o legislativo.
Além disso, a presente crise demonstra, uma vez mais, a propensão que o presidencialismo brasileiro tem a oscilar entre momentos “imperiais” e períodos tendentes ao impasse político. Enfim, há muito que discutir, mas uma coisa é certa: a manutenção dos status quo nos levará da fase aguda ao estado crônico da crise, com riscos permanentes da recaída.
(Adaptado de O Estadão, 14/03/2016)
Analise as opções de reescrita do trecho abaixo retirado do Texto e assinale a alternativa que contém aquelas totalmente corretas e que mantêm o sentido original do texto.
“Além disso, a presente crise demonstra, uma vez mais, a propensão que o presidencialismo brasileiro tem a oscilar entre momentos “imperiais” e períodos tendentes ao impasse político.”
I. Além disso a presente crise demonstra uma vez mais a propensão a qual o presidencialismo brasileiro tem a oscilar entre momentos “imperiais” e períodos tendentes ao impasse político.
II. Além disso: a presente crise demonstra - uma vez mais - a propensão que o presidencialismo brasileiro têm a oscilar entre momentos “imperiais” e períodos tendentes ao impasse político.
III. Além disso a presente crise demonstra, uma vez mais, a propensão que o presidencialismo brasileiro tem à oscilar, entre momentos “imperiais” e períodos tendentes ao impasse político.