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1300358 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

O perigo da desertificação

A caatinga pode ser considerada um ambiente frágil por possuir solos rasos e pobres em nutrientes e por ser submetida a um regime de chuvas extremamente marcado — de 300 mm/m a 800 mm/2 m2 de chuva distribuídos entre os meses de outubro a março. A combinação dessa fragilidade com a ação humana faz que, uma vez iniciado o processo de degradação, ele se instale facilmente.

O fato pode ser constatado em diversas áreas do bioma. A principal delas está em Gilbués, município ao sul do Piauí. Ali, onde, antes, havia um garimpo de diamantes, hoje, veem-se voçorocas, e até dunas. Ao longo dos anos, o deserto avançou pela cidade, o que provocou a migração de muitos moradores. O mesmo processo acontece em Cabrobró, em Pernambuco, e na região do Seridó, no Ceará. Nesses locais, no entanto, o que provoca o fenômeno é a agricultura intensa.

Para os pesquisadores, o risco de desertificação é mais um motivo para se intensificar a preservação da caatinga. Segundo eles, é a vegetação nativa que, adaptada às condições do solo local, garante que o fenômeno de desertificação não aconteça.

M. Ferraz. Caatinga, muito prazer. In: Ciência Hoje, n.º 251, v. 42, ago./2008, p. 46-7 (com adaptações).

A partir desse texto, julgue os próximos itens.

É correto inferir-se das informações do texto que a prática intensa de agricultura impede a desertificação das regiões de caatinga.

 

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