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Abandono afetivo durante o câncer: por que isso é tão comum?
Receber o diagnóstico de um câncer é uma das notícias mais difíceis de se ouvir. Agora imagine vivenciar esse processo e ainda enfrentar outra situação muito comum: o abandono do parceiro durante o tratamento oncológico. Foi assim com a auxiliar de escritório Deise Martins, 53 anos, que viveu um processo de divórcio durante o tratamento de câncer de mama, há sete anos. “No começo ele até me acompanhava nas consultas, foi fazer exames comigo. Com o passar do tempo, ele foi ficando distante e trabalhando demais. Minha mãe me acompanhava na quimio, porque ele nunca podia ir. Até que num final de semana ele disse que queria se separar. Passou uma semana, ele foi embora. Eu fiquei sem chão. Foi um período muito difícil. Se não tivesse tido apoio psicológico do hospital, não sei o que teria acontecido”, recorda.
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