Texto X
O Guarda-chuva
Mauro Mota

Meses e meses recolhida e murcha,
sai de casa, liberta-se da estufa,
a flor guardada ( o guarda-chuva). Agora,
cresce na mão pluvial, cresce. Na rua,
sustento o caule de uma grande rosa
negra, que se abre sobre mim na chuva.
Em: Antologia Poética, Mauro Mota, Editora Leitura: 1968, Rio de Janeiro.
Texto XI
Sombrinha do Frevo
(Poeta Noturno)

Em dois tempos a sombrinha colorida
em tons de margarida
saúda o carnaval
desafiando o frevo
não é um simples adereço
é sim peça fundamental.
É usada pelo passista
do equilíbrio na diagonal
em puro enredo do carnaval.
Não há igual quando
é usada cortando os passos
costurando os versos
de frevos mágicos
de sonhos do carnaval.
(No site: http://bruxodapoesia. blogspot.com)
A partir da leitura dos poemas acima, assinale a alternativa que faz o comentário correto.