Leia os textos 1 e 2.
Texto 1.
Era uma vez um escorpião que estava na beira de um rio, quando a vegetação da margem começou a queimar. Ele ficou desesperado, pois, se pulasse na água, morreria afogado e, se permanecesse onde estava, morreria queimado. Nisso, viu um sapo que estava se preparando para saltar no rio, e, assim, livrar-se do fogo. Pediu-lhe, então, que o transportasse nas costas para o outro lado. O sapo respondeu-lhe que não faria de jeito nenhum o que ele estava solicitando, porque ele poderia dar-lhe uma ferroada, levando-o à morte por envenenamento. O escorpião retrucou que o sapo precisaria guiar-se pela lógica; ele não poderia dar-lhe uma ferroada, pois, se o sapo morresse, ele também morreria porque se afogaria. O sapo disse que o escorpião estava certo e concordou em levá-lo até a outra margem. No meio do rio, o escorpião pica o sapo. Este, sentindo a ação do veneno, vira-se para aquele e diz que só gostaria de entender os motivos que fizeram que ele o picasse, já que o ato era prejudicial também ao escorpião. Este, então, responde que simplesmente não podia negar a sua natureza.
(conto popular)
Texto 2.
Cada ser humano tem uma índole, uma propensão natural,e ela não muda, manifesta-se em todas as circunstâncias da vida, até mesmo quando essa manifestação contraria o bom-senso.
(Platão&Fiorin)
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) feitas sobre os dois textos.
( ) O texto 2 apresenta uma espécie de explicação para o texto 1.
( ) O texto 1 usa uma história com animais para mostrar que nem todo ser humano é bondoso.
( ) Os dois textos trazem basicamente a mesma ideia: o homem age de acordo com sua própria índole.
( ) No texto 1, o sapo mostra que o caráter do homem é imutável.
( ) Os textos mostram que o homem não pode negar sua natureza, mesmo que a situação o desfavoreça.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.