“Armai-vos uns aos outros porque nós já estamos armados”.
Essa breve fala do industrial Jorge Bhering de Mattos, diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro, demonstra como a direita brasileira já se encontrava armada antes mesmo do Golpe de 1964, que derrubou o presidente João Goulart.
Segundo (Gaspari, 2002), “O terrorismo político entrou na política brasileira na década de 60 pelas mãos da direita. Antes mesmo da deposição de João Goulart, e sem nenhuma relação direta com as conspirações para derrubá-lo, militantes da extrema direita e oficiais do Exército atacaram a tiros o Congresso da UNE que se realizava em julho de 1962 no Hotel Quitandinha, em Petrópolis.”
(GASPARI, Elio. A Ditadura Envergonhada. Cia das Letras. São Paulo. 2002. p. 251)
Essa escalada militar de setores da extrema direita antes e, principalmente, após o golpe, ajuda a compreender o período conturbado da história brasileira na década de 1960. Pode-se apreender acerca da conjuntura que antecedeu ao Golpe Político, Civil e Militar de 1964: