Uma área de floresta amazônica, com rio limpo, animais bem alimentados e imensas árvores que atraem pássaros sagrados. Nela, os ashaninkas colhem o que plantaram há 30 anos, quando conseguiram a demarcação.
Orgulhosos por sua resistência às invasões de madeireiros e de seringueiros e pelo reflorestamento de 3 milhões de árvores nos 87,2 mil hectares de sua área, eles são um exemplo de segurança alimentar, autossuficiência e manutenção da cultura, cosmologia e espiritualidade. Ainda preocupa a pressão de narcotraficantes e a construção de estradas do lado peruano.
O sucesso dos parentes do Acre despertou a curiosidade de um grupo de líderes e guerreiros caiapós, que percorreu mais de 2 mil quilômetros, desde o Pará, para um encontro inédito das duas etnias. Durante uma semana, os indígenas se reuniram para discutir e compartilhar experiências nas áreas de educação, medicina da floresta, projetos agroflorestais, manejo de sementes, beneficiamento de polpas de frutas, reflorestamento de árvores nativas e frutíferas e criação de animais.
Adaptado de: O GLOBO, 12/03/2023. Disponível em: oglobo.globo.com.
Um objetivo da política territorial que beneficiou o primeiro grupo étnico mencionado é: