Desde a Segunda Guerra Mundial, o ordenamento externo do poder norte-americano tem sido, em grande medida, mantido à parte do sistema político interno. Uma perspectiva comum e a continuidade dos objetivos separam a administração do império do governo da terra natal. Até certo ponto, o contraste entre os dois é uma função da distância geral entre o horizonte das chancelarias ou corporações e o dos cidadãos em todas as democracias capitalistas. No caso norte-americano, isso decorre também de outras duas particularidades locais: o provincianismo de um eleitorado com conhecimentos mínimos do mundo externo e um sistema político que ― em contradição com os pais fundadores ― tem cada vez mais dado um poder virtualmente irrestrito ao Executivo na condução dos assuntos externos.
Perry Anderson. Império. In: A política externa norte-americana e seus teóricos. São Paulo: Boitempo, 2015, p. 11 (com adaptações).
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue os itens a seguir, relativos à história estadunidense no século XX.
Apesar do distanciamento entre as questões internacionais e as domésticas, que se agudizou durante a Guerra Fria, no contexto da bipolaridade, a população dos EUA se aproximava da dos países alinhados por um componente-chave da ideologia norte-americana: a fé no sobrenatural, que funcionou como lastro para a política externa do país.