A concepção vigorante na Psicologia sobre adolescência está profundamente atrelada a estereótipos e estigmas. Essa compreensão foi reforçada por algumas abordagens que a caracterizaram como uma etapa de confusões, estresse e luto. A partir dessas fontes, instalou-se uma concepção naturalista e universal sobre o adolescente que passou a ser partilhada pela Psicologia (CFP, 2002). Santos (1996), em uma pesquisa que mapeou historicamente as concepções de infância e adolescência abrangendo a Teologia, a Filosofia, a Psicologia e as Ciências Sociais, destaca dois autores que formularam grandes teorias que edificaram conceitos amplos que podem ser discutidos em sua proeminência social e que, segundo ele, expõem deficiências pelo fato de desvalerem o contexto social e cultural, tendendo a identificar bases universais em suas hipóteses.
Esses autores, apesar de mencionarem uma inter-relação entre o biológico e o cultural, destacam as estruturas internas como propulsionadoras do desenvolvimento, assim os adolescentes parecem nascer e viver em um vacuum sociocultural. Estes autores são: