A terapia grupal em ambulatórios de saúde mental é uma modalidade de intervenção potente, que otimiza recursos e permite o acesso de um número maior de usuários ao cuidado. Além da eficiência, o grupo funciona como um espaço terapêutico singular, onde os participantes podem experienciar sentimentos de pertencimento, universalidade do sofrimento e desenvolver novas formas de relacionamento interpessoal. O terapeuta de grupo, nesse contexto, assume um papel complexo de facilitador, mediador de conflitos e promotor da coesão grupal, utilizando os fenômenos grupais como ferramentas de mudança.
Acerca das práticas de terapia grupal em saúde mental, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__) Os grupos terapêuticos em ambulatório devem ser formados preferencialmente de maneira heterogênea quanto ao diagnóstico, mas homogênea quanto à faixa etária e capacidade de interação, visando potencializar a multiplicidade de trocas.
(__) A coesão grupal, definida como o vínculo dos membros com o grupo e com o terapeuta, é considerada um fator terapêutico secundário, sendo menos importante que as interpretações individuais do terapeuta.
(__) A universalidade, fenômeno em que os membros percebem que não estão sozinhos em seus problemas, e o aprendizado interpessoal são considerados fatores terapêuticos fundamentais e específicos da modalidade grupal.
(__) Em grupos abertos, comuns em ambulatórios, a entrada e saída de membros é constante; isso impede a formação de vínculos e torna o processo terapêutico inviável, sendo indicados apenas grupos fechados.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: