Na virada do século XIX levanta-se um pensamento crítico às teses tradicionais que procuram solucionar o problema da relação entre matéria e espírito, aproximando idealismo e realismo sob um mesmo preconceito: a consideração da percepção como faculdade especulativa e inativa, da mesma natureza que a lembrança. Ambas as correntes culminam em extremos que reduzem todo dado perceptivo à matéria, no caso dos realistas — fazendo do sujeito perceptivo um epifenômeno secundário. Ou reduzem-no ao espírito, no caso idealista, restringindo o sujeito a uma interioridade fechada em si. Para superar as dificuldades advindas de ambas as teses, Bergson, nesse pensamento crítico afirma a