Façamos a leitura dos textos a seguir, para que analisando ambos, possamos definir não somente de que momento e aspecto histórico trata, mas também que considerações políticas são relevantes e coerentes para com o período.
Texto 1
O levantar−se e o deitar do rei são das cerimônias mais importantes da liturgia real (...). Luís é acordado pelo primeiro criado de quarto, que dorme ao pé de seu leito. As portas abrem−se, quando o rei já está de peruca, deixando entrar os pajens. Uns vão servi−lo, outros correm a chamar os primeiros cortesãos já à espera no corredor.
(A etiqueta no Antigo Regime. São Paulo: Brasiliense. 1983. p. 76−7)
Texto 2
(...) Em Versalhes e em primeiro plano estão o príncipe e o cortesão, em seus papéis complementares de soberano e servidor do culto monárquico (...). A nobreza perdeu, então, todo o poder político e a vida pessoal; ganhou as graças de um amo onipresente que sabe tudo sobre a intimidade das famílias, da qual se faz o guardião; é a ele, com efeito, que no decorrer de uma audiência secreta uma dama nobre confia sua honra, comprometida por uma gravidez inoportuna; e cabe ao soberano protegê−la, mandando o marido para o exército.
(O público e o particular. In: Philippe
Ariès e Georges Duby, dirs. História da Vida Privada. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. V. 3, p. 428.)
Analisando, então, cada texto e sua relação com a história dos regimes políticos europeus, marque a alternativa que apresenta suas corretas considerações.