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Leia o poema a seguir para responder a questão

Desencanto

Eu faço versos como quem chora

De desalento... de desencanto...

Fecha o meu livro, se por agora

Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso e sangue. Volúpia ardente...

Tristeza esparsa... remorso vão...

Dói-me nas veias. Amargo e quente,

Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca

Assim dos lábios a vida corre,

Deixando um acre sabor na boca.

-Eu faço versos como quem morre.

Manuel Bandeira

Manuel Bandeira foi um poeta modernista, que participou da Semana da Arte Moderna ocorrida em São Paulo, em 1922.

Leia as alternativas abaixo e assinale aquela que na o expressa o significado do poema Desencanto:

 

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