Com a volta às aulas presenciais, Diogo, professor de Educação Física, propôs-se a reelaborar o trabalho junto às crianças dos preparativos para a Festa Junina. Ele acha importante resgatar as tradições folclóricas envolvidas, estudar aspectos das músicas populares nordestinas, entre outros conteúdos. Assim, não quer apenas ensaiar a quadrilha duas vezes por semana e apresentar uma dança perfeita para os pais como resultado, mas envolver as crianças na compreensão mais ampla da festividade, em que a dança e a música são expressões culturais contextualizadas. Quer evitar, assim, a ênfase anterior na correção de erros de coreografia e na imposição para que todas as crianças dançassem, o que considera uma pressão desnecessária sobre o trabalho pedagógico que desenvolve em suas aulas. A ideia acabou gerando alguma discussão entre a equipe pedagógica na reunião de trabalho coletivo. Alguns professores afirmaram que as famílias devem estar ainda mais ansiosas para assistirem a seus filhos dançando, pois são dois anos sem essa vivência por conta do isolamento social.
Considerando o que discute Lenise Garcia e as intenções pedagógicas de Diogo reveladas no caso, uma proposta justificada e acertada para as aulas de Educação Física sobre a Festa Junina deve