Evolução transforma fiscalização ‘in loco’ em controle por rastreamento e verificação de autenticidade
Identificação, rastreamento e autenticação de mercadorias, controles massivos dos mercados e
contribuintes. Termos até há pouco vivenciados apenas no mundo dos filmes e no sonho de muitos
auditores-fiscais da Receita Estadual, já são rotina no dia a dia da Secretaria da Fazenda do RS. A nova
forma de atuação, ancorada no Posto Fiscal Virtual da Receita Estadual, ativado no final de 2012, utiliza
ao máximo a tecnologia disponível hoje no mercado, possibilitando, com base em análise de risco de
operações, um controle eficaz e econômico do trânsito de mercadorias no Estado. Com o sistema, a
aleatoriedade da escolha de veículos que possam apresentar irregularidades está superada a partir da
análise da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e): a fiscalização é feita junto aos contribuintes que efetivamente
apresentem risco de ter problemas reais.
Entusiasta do sistema, o supervisor do Posto Fiscal Virtual, em Porto Alegre define o processo como
seletivo, econômico e inteligente. “Esse é o futuro. No mundo, cada vez mais, a tecnologia substitui a ação
humana, que, por mais atuante que possa ser, tem limitações de tempo, esforço e capacidade pessoal”,
afirma o auditor-fiscal. O processamento eletrônico, destaca, veio para ficar, e isso está ocorrendo em todo
o mundo. “No Chile, temos a fatura eletrônica, que é muito bem-sucedida. Aqui temos a Nota Fiscal
Eletrônica, um sucesso crescente, que quase todos os Estados do país já adotam. É um rumo sem volta.
Este é o caminho”, garante.
Deve-se lembrar, ainda, que a fiscalização direta, física, no trânsito, sempre foi forte no Nordeste e em
alguns pontos do país. Na atualidade, entretanto, o Rio de Janeiro já cortou os postos pela metade. No
Espírito Santo, no Pará, em Santa Catarina e em São Paulo, eles foram fechados. “Manter essas estruturas
é pesado, exige investimentos constantes na manutenção, e os valores das autuações não compensam os
custos”, opina. Desde o início da década passada, os diversos governos que se alternaram no Estado vêm
fechando postos fiscais, e nem por isso a arrecadação caiu; pelo contrário, vem aumentando
consideravelmente. Em contrapartida, a tecnologia, o manifesto eletrônico de cargas e a visão
computacional resultam em custos menores e uma visão mais abrangente da situação do contribuinte. A
presença física nos postos de trânsito se torna necessária em alguns casos específicos, mas não como
regra, como é o caso da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul, que utiliza células de inteligência
situadas em regiões determinadas do Estado para rastreamento e fiscalização. “A percepção de risco está
mantida. Não há que se atacar esse ponto. Detectamos uma atividade, um veículo com erro na nota
eletrônica e imediatamente o contribuinte é comunicado e deve se explicar”, explica o supervisor.
Outro ponto relevante merece destaque quando se fala em fiscalização via monitoramento eletrônico
do contribuinte: a segurança da operação. A velocidade dos movimentos econômicos e das empresas, que
realizam operações com uma rapidez impensada tempos atrás, não pode conviver com uma fiscalização
tímida, feita na era do papel. Identificar padrões de sonegação e, a partir daí, desencadear ações
planificadas permite um gerenciamento com custos reduzidos e com segurança jurídica para o Estado e
para o contribuinte. Segundo o auditor-fiscal, “a tecnologia está em todo lugar. Temos que utilizá-la”.
Uma das tecnologias que impacta a fiscalização de trânsito de mercadorias no momento é o Sistema
de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias, nominado “Brasil-ID”. O sistema se baseia
no emprego da tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) e outros softwares para realizar,
dentro de um padrão único, a identificação, o rastreamento e autenticação de mercadorias em produção e
circulação pelo país. Criado através de um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Ciência e
Tecnologia, a Receita Federal e Secretarias de Fazenda de vários Estados, o sistema visa padronizar,
unificar, interagir, integrar, simplificar, desburocratizar e acelerar o processo de produção, logística e
fiscalização de mercadorias pelo país.
O Brasil-ID está sendo implantado no Posto Fiscal Virtual da Receita Estadual e representa o futuro da
fiscalização de trânsito. “Da mesma forma que, através de um chip no sistema Sinal Verde, no qual o
usuário coloca um pequeno circuito eletrônico no seu carro e passa por cancelas de pedágios sem se
preocupar com os tickets e dinheiro, a fiscalização colocará esse equipamento em caminhões e produtos
e poderá acompanhar a saída da carga da distribuidora, a sua chegada no ponto de venda e tudo o que
estiver relacionado com essa atividade econômica que interesse à fiscalização”, visualiza o auditor-fiscal.
Fonte: texto adaptado – Disponível em http://afisvec.org.br/downs/rev_enfoque/06_janeiro_2014.pdf
Analise as propostas de alteração de frases do texto.
I. Supressão de ao máximo (l.05).
II. Supressão de crescente (l.15).
III. Inserção de muitas imediatamente antes de ‘tecnologias’ (l.36).
IV. Alteração de ‘coloca’ (l.46) por instala.
Quais causam alteração semântica na frase original?