XXII ESTÓRIA
Renato Currupira foi a uma pescaria com mestre Marcelino. Foi lá pros lados do Pari, Cuiabá, rio acima. Chegaram ao local de noite. Armaram as redes nos troncos das árvores e dormiram.
Às 4 horas, mestre Marcelino acordou, chamou o Renato e foram procurar minhoca para isca. Cavaram e cavaram e nada de minhoca. Ao lusco-fusco da madrugada, mestre Marcelino viu na beira do rio uma cobra; pensando que fosse muçum, agarrou-a, enfiou no anzol e atirou no rio.
Quando o dia clareou, havia tanto peixe morto que ele ficou pasmado: 10 pintados, 15 pacus, 3 jaús, 20 dourados, bagres e outros peixes que nem pôde contar.
Tirando o anzol d’água, o Renato descobriu que, em vez de muçum, o mestre havia colocado no anzol uma boi-peva e ela, como é cobra muito venenosa, ia picando os peixes e eles morriam envenenados.
(MENDONÇA, R. Estórias do Mestre Marcelino. Cuiabá: EdUFMT, 2015.)
Tome o trecho: Às 4 horas, mestre Marcelino acordou, chamou o Renato e foram procurar minhoca para isca. Cavaram e cavaram e nada de minhoca. Sobre aspectos linguísticos empregados, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) As formas verbais acordou, chamou e cavaram estão no pretérito perfeito, indicando ação concluída no passado.
( ) A repetição no trecho Cavaram e cavaram enfatiza a ação infrutífera dos pescadores.
( ) O trecho Cavaram e cavaram e nada de minhoca pode ser reescrito sem prejuízo de sentido da seguinte maneira: Cavaram e cavaram, mas não encontraram minhoca.
( ) A expressão de tempo Às 4 horas, como se refere à madrugada, deveria ser escrita assim: Às 16 horas.
Assinale a sequência correta.