Ser sensível à música não é uma questão inata, trata-se de uma sensibilidade adquirida, construída num processo em que as potencialidades de cada indivíduo são trabalhadas e preparadas. “Musicalizar é desenvolver os instrumentos de percepção necessários para que o indivíduo possa ser sensível à música, apreendê-la, recebendo o material sonoro/musical como significativo. Pois nada é significativo no vazio, mas apenas quando relacionado e articulado ao quadro das experiências acumuladas, quando compatível com os esquemas de percepção desenvolvidos” (PENNA, 2015, p. 31). Nesse sentido, de acordo com Maura Penna, em relação ao papel da musicalização nas escolas de educação básica, é correto afirmar que:
I- A musicalização na escola tem como um de seus papéis a democratização da música, promovendo o domínio dos instrumentos de percepção necessários para a apropriação das formas musicais elaboradas e complexas da música erudita, que historicamente tem sido um privilégio da elite.
II- Um imenso número de pessoas está, portanto, numa situação sociocultural tal que dispõe de parcos instrumentos para exercer a crítica à realidade musical em que vive, dificilmente tendo condições de romper com os padrões difundidos pela indústria cultural.
III- Cabe à ação pedagógico-musical desenvolver condições para a compreensão crítica da realidade cultural de cada um e para a ampliação de sua experiência musical.
IV- Concebemos a musicalização como um processo educacional orientado que visa promover uma participação mais ampla na cultura socialmente produzida, de modo que o indivíduo se torne capaz de apropriar-se criticamente das várias manifestações musicais disponíveis.
É correto o que se afirma em: