Considere o trecho a seguir, extraído de uma representação escrita por José Bonifácio à Assembleia Constituinte do Império, em 1823, para responder às próximas questões.
“Quando verdadeiros cristãos e filantropos levantaram a voz pela primeira vez em Inglaterra contra o tráfico de escravos africanos, houve muita gente interesseira ou preocupada, que gritou ser impossível ou impolítica semelhante abolição porque as colônias britânicas não podiam escusar um tal comércio sem uma total destruição; todavia, passou o ato governamental, e não se arruinaram as colônias. E por que os brasileiros somente continuarão a ser surdos aos gritos da razão, e da religião cristã, e direi mais, da honra e brio nacional? Pois somos a única nação de sangue europeu que ainda comercia clara e publicamente escravos africanos. Graças aos Céus, e à nossa posição geográfica, já somos um povo livre e independente. Mas, como poderá haver uma Constituição liberal e duradoura em um país continuamente habitado por uma multidão imensa de escravos brutais e inimigos? É tempo, pois, e mais que tempo, que acabemos com um tráfico tão bárbaro e carniceiro; é tempo também que vamos acabando gradualmente até os últimos vestígios da escravidão entre nós, para que venhamos a formar em poucas gerações uma nação homogênea, sem o que nunca seremos verdadeiramente livres, respeitáveis e felizes”.
(Trecho com adaptações)
Em seu representação, José Bonifácio afirma que “passou o ato governamental, e não se arruinaram as colônias”. Em relação a esse trecho, pode-se afirmar que é composto por: