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2524125 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Para responder a questão, considere o texto a seguir.
Médico debocha de paciente na internet: 'Não existe peleumonia'
Médico e duas funcionárias foram afastados após postagem em rede social.
Guilherme Capel disse que não teve intenção de ofender e pediu desculpas.
Um médico plantonista no Hospital Santa Rosa de Lima, em Serra Negra (SP), foi afastado do trabalho após ter uma foto sua publicada numa rede social com o título “Uma imagem fala mais que mil palavras”. Na foto, Guilherme Capel Pasqua mostra o receituário médico com o seguinte dizer: “Não existe peleumonia e nem raôxis”.
Durante a tarde, o médico enviou ao G1 um comunicado em que pede desculpas a todos que se ofenderam com a postagem.
Vinte minutos antes da postagem, na quarta-feira (27), o médico havia atendido o mecânico José Mauro de Oliveira Lima, 42 anos, que estudou até o segundo ano do ensino fundamental e não sabe como falar corretamente algumas palavras.
Seu enteado, o eletricista Claudemir Thomaz Maciel da Silva, de 25 anos, o acompanhava na consulta e revela que, assim que souberam o diagnóstico, o mecânico perguntou sobre o tratamento para a "peleumonia". A reação do médico não foi muito profissional, afirma Claudemir.
"Quando meu padrasto falou pneumonia e raios X de forma errada, ele deu risada. Na hora, não desconfiamos que ele iria debochar depois na internet. O que ele fez foi absurdo. O procurei e escrevi para ele na rede social que, independente dele ser doutor, não existe faculdade para formar caráter. Assim que ele viu minha postagem, apagou a foto. Ele não quis conversar com a gente", diz Claudemir.
O eletricista conta que o padrasto ainda não sabe que virou assunto na internet e teme pela reação dele. Claudemir diz que o mecânico não pôde estudar por falta de dinheiro. [...]
Sindicância
Formado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), o médico disse à EPTV que não teve intenção de ofender e pediu desculpas aos que falam peleumonia ou raôxis. Ele acredita que é o contexto social que define as regras do português. [...]
VICTAL, Renata, para Portal G1. Disponível em: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/07/medico-debocha-de-paciente-na-internet-nao-existe-peleumonia.html. Acesso em: 18 ago. 2016.
Em outra notícia sobre o médico que zombou da maneira de falar de um paciente, foi transcrito o pedido de desculpas de Guilherme Capel:
Ao fim da mensagem, o pedido de desculpas: "Gostaria de deixar um pedido público de desculpas se alguém [...] se ofendeu com a postagem, que foi uma brincadeira de Facebook. E um último pedido: não me julguem sem apurar a verdade. É um pedido que eu faço ao Brasil".
Adaptado de VICTAL, Renata. Após foto médico pede desculpas e diz que foi uma brincadeira de facebook. Portal G1. Disponível em: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/07/apos-foto-medico-pede-desculpas-e-diz-foi-uma-brincadeira-de-facebook.html. Acesso em: 18 ago. 2016.
Conforme informa Joana Plaza Pinto, no capítulo sobre Pragmática do segundo volume de Introdução à Linguística (MUSSALIM; BENTES, 2012), os “Estudos de Atos de Fala [...] concebem a linguagem como uma atividade construída pelos/as interlocutores/as, ou seja, é impossível discutir linguagem sem considerar o ato de linguagem, o ato de estar falando em si – a linguagem não é assim descrição do mundo, mas ação” (p. 66, grifo da autora).
Assim, sobre o enunciado do pedido de desculpas, da perspectiva da Teoria dos Atos de Fala, afirma-se que:
I. é performativo, pois realiza a ação de desculpar-se.
II. não permite atribuir-lhe valor de verdadeiro ou falso.
III. não possui força ilocucionária.
Está (ão) correta (s) apenas a (s) afirmativa (s)
 

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