Para verificar a ocorrência de casos de LER/DORT entre
os dez empregados de um escritório de contabilidade, todos destros,
um pesquisador os acompanhou durante o período compreendido
entre janeiro de 2008 e dezembro de 2012. Durante o período de
acompanhamento, não houve novos contratos ou qualquer
demissão.
No início do acompanhamento, todos os empregados
estavam assintomáticos e não apresentaram alterações no exame
físico ou nos exames complementares. Em junho de 2010, duas
empregadas começaram a queixar-se de dor leve nos antebraços, em
peso, principalmente à direita, que melhorava com o repouso.
Ambas trabalhavam no setor de cadastro de clientes e, nesse
período, haviam sido convocadas para colocar em dia a digitação
de vários documentos até então acumulados, o que lhes demandou
várias horas extras de trabalho. As duas empregadas receberam o
devido tratamento médico e uma delas necessitou afastar-se do
trabalho por uma semana, para repouso e fisioterapia. Nenhuma
delas voltou a apresentar novas queixas até o final do período de
acompanhamento.
No início de 2012, a secretária do escritório decidiu fazer
uma faxina nos arquivos de papel sob sua responsabilidade. Após
alguns dias desempenhando essa tarefa, começou a apresentar dor
na face anterior do ombro direito, com piora durante os
movimentos, principalmente de flexão de antebraço supinado,
associada a esforço. Ao exame clínico, apresentava dor à palpação
na região do sulco umeral.
Os demais empregados da empresa não apresentaram
sintomas osteomusculares durante o período de acompanhamento.
om base nessa situação hipotética, julgue os itens que se seguem.
Deverão ser emitidas comunicações de acidente de trabalho (CAT) em nome de todas as empregadas que apresentaram sintomatologia osteomuscular, entretanto apenas a CAT relativa à empregada que se afastou do trabalho poderá gerar benefício previdenciário.