Uma mulher de 24 anos com epilepsia refratária chega ao pronto-atendimento em status de mal epiléptico. Três semanas antes, ela teve uma “virose” e, desde então, sem recuperação completa, houve um aumento da frequência de convulsões. No hospital, foi submetida à intubação orotraqueal, para proteção de via aérea. Os exames realizados diagnosticaram uma pielonefrite, e a paciente foi submetida ao tratamento com antimicrobianos apropriados, apresentando melhora dos sinais vitais e dos exames laboratoriais. Ela evoluiu com uma melhora pequena do seu estado mental inicialmente, e um eletroencefalograma revelou status epilepticus subclínico. Após 24 horas de tratamento com propofol e midazolam, houve melhora do EEG. Nas 72 horas seguintes, ela melhorou seu estado mental, mas não conseguiu progredir no desmame da ventilação mecânica. Ao exame físico, apresentava marcante fraqueza proximal nos 4 membros. A eletroneuromiografia mostrou potencial de ação muscular composto prolongado na condução nervosa, ondas agudas (ondas “sharp”) e diminuição do recrutamento na fase muscular. Dentre as opções a seguir, qual a causa mais provável da sua fraqueza?