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1315395 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Câm. Rolândia-PR
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A ESCOLA E A INTERDISCIPLINARIDADE
Conta a conhecida historinha que cinco cegos encontram um elefante. Cada um apalpa um pedaço e sai relatando às demais pessoas como era o animal que "viu". Infelizmente o nosso sistema educacional não se diferencia muito dessa visão cognitiva do elefante. Ensina-se "trombologia" numa disciplina, "patalogia" em outra, e espera-se que o aluno faça sozinho a parte mais difícil da tarefa, que é montar o elefante como um sistema completo em seu arcabouço de representação mental.
A interdisciplinaridade, tão falada mas tão pouco praticada, não apenas leva à formação mais completa do estudante e do cidadão, preparando-o para interagir com as informações esparsas e construir seu conhecimento, como também permite uma compreensão mais profunda das próprias questões especializadas. Já se definiu inteligência como a capacidade de formular analogias; compete à escola ser o ambiente que forme tais competências, criando projetos de estudo multidisciplinares.
Podemos comparar o conhecimento a uma esfera que, à medida em que amplia seu volume, aumenta o número de pontos em contato com o desconhecido, devido ao aumento de sua superfície. Ao invés de pretender dominar o maior volume possível dessa esfera, devemos aprender a navegar nela (os bons navegantes não decoram todas as ondas e gotas de água, norteiam-se pelas estrelas e pelos mapas).
Por outro lado, a maior parte da informação é mero ruído quando não se encaixa em algum modelo, quando não possui utilidade imediata. O
indivíduo deve ser sabedor da existência de determinadas informações e de onde se localizam para que, no momento adequado, as acesse. Nesse sentido, é papel importante da escola criar ambientes de aprendizagem fundamentados na pesquisa, enquanto busca e avaliação de informações.
Com o advento da microeletrônica e da informática, a estocagem de informações não as chamarei de conhecimento, pois este é construído no interior de cada pessoa – não se "passa" conhecimento mecanicamente em memórias quase infinitas, o processamento de dados em frações de minuto e a impossibilidade, no decurso de uma vida, de acesso à cultura universal são reveladores da impropriedade dos métodos escolares vigentes. O papel dos educadores deve ser repensado e novas estratégias na formação desses profissionais devem ser previstas. Enquanto isso a escola está imobilizada na antiquada formação de "erudição", que sequer atinge, em vez de se arrojar na formação de sujeitos críticos, dotados de autonomia de aprendizagem.
SEABRA, Carlos
Uma Educação para Nova Era
Disponível em: http://www.cidec.futuro.usp.br/artigos/artigo11.html
Na afirmativa retirada do texto: “ao invés de pretender dominar o maior volume possível dessa esfera, devemos aprender a navegar nela...”. Nota-se que o verbo “navegar” apresenta uma relação com os termos que o complementam ou caracterizam. Ou seja, esta relação permite ampliar a capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de conhecer as diversas significações que um verbo pode assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição. Neste sentido, temse a:
 

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