Paciente masculino, aposentado, 75 anos, viúvo, sendo seu representante legal o único filho. Com diagnóstico prévio de Doença de Alzheimer, já acamado, totalmente dependente, sem capacidade alguma de interação, é levado à Emergência do hospital por ter iniciado quadro de febre e secreção respiratória abundante. Na chegada, é de imediato submetido à intubação orotraqueal, ressuscitação volêmica após acesso central e iniciada dieta por SNE, instalada também naquele instante. Após realizadas estas condutas, o médico recebe a informação de que tais medidas eram contrárias à vontade do paciente, pois antes do início dos sintomas neurológicos, esse já havia comunicado a seu filho que jamais toleraria viver de forma “vegetativa” ou ser submetido a medidas invasivas desproporcionadas quando a morte fosse inevitável. O filho solicita que tais medidas sejam descontinuadas.
Diante dessa situação, é correto afirmar que