Texto
Direitos humanos
Imaginemos um mundo que respeitasse plena e integralmente a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Um mundo onde os seis bilhões de seres humanos que vivem hoje no planeta tivessem consciência desses direitos. Um mundo onde os direitos, sempre atualizados, sempre em progressiva reelaboração, norteassem o cotidiano de pessoas, povos e governos.
No limiar do novo século, cabe acrescentar à antiga Declaração uma nova afirmação de propósitos, que poderia ser a seguinte:
Queremos construir, desde já, uma sociedade onde as relações sociais sejam de cooperação e não de competição; onde a cultura seja a da solidariedade e não a do individualismo; onde a política, graças à informação democrática, esteja capilarizada e a cidadania seja horizontal; onde, enfim, o processo de socialização progressiva faça recuar a atual hegemonia do privado e do individualismo.
Mas não basta essa generosa manifestação. É preciso agir, assumir a palavra, que é vã se não se traduz em obras. O desafio é, no dia-a-dia do trabalho, da escola, da família e da vizinhança, praticar os novos e antigos Direitos Humanos, redescobrindo a dimensão política da nossa existência.
Chico Alencar. Direitos mais humanos. Rio de Janeiro: Garamond, 1998, p. 42-3 (com adaptações).
Haverá alteração de sentido do texto caso se substitua
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