Na pandemia, o saldo para o mundo do trabalho é
conhecido: explosão do desemprego, precarização, informalidade
e trabalho cada vez mais intermitente. Tudo isso, em uma
sociedade já bastante desigual, produziu uma ambiência mais do
que favorável para o avanço destrutivo do vírus. A fantasiosa
visão de que na pandemia “estamos todos no mesmo barco” e de
que ela é “democrática” em seus impactos, foi desmascarada
rapidamente quando todos os números passaram a mostrar que a
sua tragédia tem classe, raça, gênero e etnia. São os
vulnerabilizados socialmente os mais atingidos.
Internet:<diplomatique.org.br> (com adaptações).
Para alguns autores, a pandemia evidenciou as limitações de um estado mínimo neoliberal na medida em que o setor público foi fundamental, em diversos países, para criar alternativas ao desemprego, subsidiar empresas, readequar escolas e programas pedagógicos, e investir em pesquisas, vacinas e no setor de saúde.
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