Magna Concursos
1306668 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IMA
Orgão: Câm. Rio Grande Piauí-PI
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O início de uma nova era sempre convida às especulações em relação ao futuro. Algumas reflexões revelam apenas o entusiasmo com a evolução da capacidade inventiva da humanidade. Outras são menos lúdicas e têm implicações bastante importantes para milhões de trabalhadores, seja em seu benefício ou prejuízo.
Há duas teses muito difundidas : a do fim do trabalho e a do fim do emprego. Não são em absoluto semelhantes. Uma pode conduzir ao avanço dos trabalhadores, a outra é claramente retrógrada, apesar de se autoproclamar moderna.
Enquanto o debate do fim do trabalho nos leva aos limites da própria ordem social capitalista, o do fim do emprego traduz apenas a perspectiva neoliberal de regredir aos estágios primitivos do capitalismo. Os teóricos do fim do emprego não estão falando do fim do trabalho, pelo contrário, pregam que uma vez que a relação assalariada de trabalho está se esvaindo e o chamado emprego fordista — formal, de longa duração, por tempo integral e com salário atrelado à produtividade — está agonizante, as pessoas devem se preparar para o autoemprego. Nessa visão, o trabalho como meio de acesso à renda não é mais um direito social, que deve ser garantido por políticas econômicas orientadas ao pleno emprego, conquista dos trabalhadores no pós-guerra, mas passa a depender da postura pessoal de cada um. Aqueles que investem em sua capacitação são ativos em buscar oportunidades de negócios no mercado e criam seus próprios "empregos" poderão fugir do desemprego. Assim, o que era uma questão social passou a ser uma questão individual.
PRADO, Antônio. In: Ensino Superior
Sobre a oração “...Há duas teses muito difundidas:” pode-se afirmar;
 

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