CÁRCERE DAS ALMAS
Cruz e Sousa
1 Ah! toda a alma num cárcere anda presa,
2 Soluçando nas trevas, entre as grades
3 Do Calabouço olhando imensidades,
4 Mares, estrelas, tardes, natureza!
5 Tudo se veste de uma igual grandeza
6 Quando a alma entre grilhões as liberdades
7 Sonha e sonhando, as imortalidades
8 Rasga no etéreo Espaço da Pureza.
9 Ó almas presas, mudas e fechadas
10 Nas prisões colossais e abandonadas,
11 Da dor do calabouço, atroz, funéreo!
12 Nesses silêncios solitários, graves,
13 Que chaveiro do Céu possui as chaves
14 Para abrir-vos as portas do Ministério?!
Assinale a alternativa correta quanto ao uso da interrogação no último verso do soneto: