O texto abaixo deverá ser usado como base para resposta das questões 01 a 05:
Quem tem fome tem pressa: aumento da pobreza e a volta da fome ao Brasil
“Durante o trabalho vimos que realidade de muitas famílias. É bem triste frente à retirada de direitos, insegurança alimentar, desemprego e todo desmonte das políticas sociais. Foi uma caminhada muito desafiadora e gratificante desde as primeiras reuniões, encontros com as famílias e lideranças das comunidades, até a distribuição dos alimentos. Sentimos que foi e está sendo um belo trabalho coletivo, solidário e de voluntariado realizado por muitas mãos no Maranhão e Piauí.”
O depoimento é do agrônomo Ivo Rodrigues de Oliveira Neto, 27 anos, um dos agentes que ajudou a, para além de alimentos, auxiliar mais de 3.500 famílias em situação de vulnerabilidade social, atendidas em 18 municípios do Maranhão e três do Piauí, através do projeto “BRA 622 – Alimentação emergencial no combate aos efeitos da pandemia da covid-19”, desenvolvido pela Cáritas Brasileira em parceria com a Cafod, organização inglesa de cooperação internacional.
O projeto prioriza famílias chefiadas por mulheres e com crianças em idade escolar, afastadas do ambiente educacional em razão da crise sanitária global, a partir de um diálogo do Setor de Emergência da Cáritas Brasileira sobre a situação do aumento da pobreza e a volta da fome ao Brasil como uma questão urgente que necessitava de uma ação solidária.
Para a Cáritas, essa é uma ação emergencial que tem a perspectiva de ajuda humanitária, com a consciência de que uma cesta básica não resolve o problema da fome, mas ameniza por algum tempo essa situação. É também um gesto que busca fortalecer a solidariedade, a partilha, o cuidado com as pessoas, como contraponto ao descaso e a disseminação do ódio e da violência que tem prevalecido no país.
Pela leitura do texto, podemos inferir que: