O Teste de Susceptibilidade aos Antimicrobianos (TSA) por disco-difusão (Teste de Kirby-Bauer) é uma ferramenta essencial na rotina laboratorial. Para que os resultados sejam reprodutíveis e comparáveis aos padrões internacionais, como os do CLSI ou EUCAST, diversas variáveis devem ser rigidamente controladas. Em relação ao TSA por disco-difusão, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O inóculo bacteriano deve ser padronizado utilizando-se a escala 0,5 de McFarland, o que equivale a aproximadamente 1,5x108 UFC/mL. Um inóculo muito denso (acima de 0,5) pode resultar em halos falsamente reduzidos, levando a uma interpretação errônea de resistência.
( ) Os resultados de sensibilidade in vitro garantem o sucesso terapêutico in vivo, uma vez que as condições de difusão do fármaco no ágar mimetizam perfeitamente a farmacocinética e a farmacodinâmica do antimicrobiano nos diferentes tecidos do paciente animal.
( ) A semeadura do inóculo no ágar Mueller-Hinton deve ser realizada pela técnica de esgotamento por estrias com alça de platina, garantindo que as colônias cresçam isoladamente para facilitar a medição dos halos de inibição ao redor dos discos.
( ) Para a realização do teste, utilizam-se discos de papel filtro impregnados com concentrações específicas de antimicrobianos. Após a aplicação, o fármaco difunde-se radialmente pelo meio. Após a incubação, mede-se o diâmetro total do halo (incluindo o disco), comparando o valor em milímetros com tabelas de pontos de corte específicas para a espécie bacteriana.
( ) O ágar Mueller-Hinton é o meio padrão por possuir alta concentração de timina e timidina, além de cátions divalentes em excesso, o que favorece o crescimento de bactérias fastidiosas e aumenta a atividade de sulfonamidas e tetraciclinas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: